terça-feira, 20 de maio de 2008

Enterro do Arnaldo

O velório do Arnaldo, pelo funerário

Este está inteiro. É só vestir a roupa que a família deixou, colocar flores em volta e está prontinho. No máximo, um algodão no nariz, na boca e no ouvido. Deve ter morrido de mal súbito, nem cicatriz de cirurgia tem. Pinta de executivo sedentário. Enfarto fulminante, como diria a Creusa. E vai ser enterrado com este sapato, novinho, nunca pisou chão algum, sola zerada. Só para assuntar inveja nos visitantes.
Já pensou, eu com um pisante destes? Seria um sucesso, chegar no baile do sábado, puxar a Creusa pela cintura, aquela cintura que faz imaginação, e sair deslizando pelo salão sobre esta sola. Couro legítimo, está escrito no selo. Deve ser o tal cromo alemão. Os colegas olhando, cheios de inveja. Inveja da Creusa e do pisante. Qual bobagem, nunca vou ter um destes nem vivo nem morto. E pelo menos estou vivo.
Nem vou ter a Creusa tão pouco. Orgulhosa, fez enfermagem, só dá para doutor. Eu sei, lá no quarto do plantão. Só porque são doutores e eu não. Ingrata. Pensa que um dia um doutor se interessa por ela, arranja um bom casamento. Qual o quê, pobre tem que andar é com pobre. Feio não sou, dou um jeito. Mas se fosse doutor, aí ela andava comigo, cedia. Se eu tivesse ao menos uma chance dela conhecer o caboclo aqui, ela ia saber que sou o número dela, como ela é o meu número. Este sapato não é meu número, mas usava até apertado, para ficar com pinta de bacana e apertar a cintura da morena. No morto vai ficar apertado também, o pé incha quando a gente morre. Espero que a família dê uma boa gorjeta, deve ter posses para enterrar o sujeito com um sapato destes. Pronto, está no jeito para ir para o além. Terno, gravata, rosto até rosado. E bem calçado para um deitado. Segue a sua sina que eu sigo a minha, sua vida de magnata acabou.

Pelo filho

É como se as divergências tivessem se dissipado. Como se as mágoas nunca tivessem existido, como se eu nunca o tivesse odiado. Olhando ele ali, deitado, inerte, não reconheço o homem prepotente que sempre me diminuiu, me oprimiu, me desvalorizou. Parece tão inofensivo. Até encolheu. Onde o poder? Onde o mando? Agora está incapaz de ferir.
E como foi capaz. A língua afiada, sempre a apontar minhas falhas. Sabia tudo, fazia melhor. E eu a procurar aprovação, como um cãozinho saltitante em busca de um afago que nunca veio. E tudo para quê? Agora está aí, deitado e morto. Será que ele alguma vez soube o quanto a sua rejeição me corroia? Como doeu não ser o filho que ele gostaria?
Até hoje, quando tenho que tomar uma decisão, ouço a voz dele a me chamar incapaz. Zombar dos meus feitos. Porém, olhando sua boca cheia de algodão, me parece tudo tão distante, como se nada disto tivesse um dia acontecido, como se fosse tudo uma má impressão, uma má lembrança sem razão.
Sinto meu peito mais leve, um certo alívio. Mas não vou mal dizê-lo a quem quer que seja. Para os outros, que tudo tenha sido como manda o figurino. De uma forma ou de outra, foi meu pai. Deu-me a vida, financiou a minha até agora fracassada carreira. Quem sabe tudo não passou de um mal-entendido? Não fui o filho que ele queria, ele também não foi o pai que eu precisava. E que ninguém saiba disto, que houve ódio. Recíproco? Creio que sim. E minha mãe queria que eu ficasse com aquele sapato, que ele não teve tempo de usar. Para quê? Para eu pisar como ele pisaria? Não, agora eu vou andar sobre meus próprios pés, deixar as próprias pegadas pela vida.

Pela esposa

Quem diz que quando esperamos dói menos, não sabe nada. Esperava a morte dele há tempos e está doendo como uma ceifada repentina. Eu pedi tanto para ele se cuidar. Quantas noites rezando, pedindo a Deus um milagre. Mas, o que podia Deus se ele não ajudava? Agora este vazio, este sem rumo, esta falta de motivo. O que vou ser sem cuidar dele? Existir para que? O que será da minha vida, depois de anos acordando cedo para separar a sua roupa, descer para fazer o café, pegar o jornal. Ir ao portão, vê-lo sair para o trabalho. Cuidar da casa, das crianças. Esperá-lo para o jantar, quantas vezes chegava de mau humor, nada agradava. Ganhar algum afago, só no sábado, se o time não perdesse. Só aprendi satisfazê-lo. Não na cama, eu sei que ele procurava fora, como todo homem. Também, certas coisas jamais faria, nem ele me pediria, respeito não nos faltou, nunca. Que fosse às à-toa. Mas me deu dois filhos maravilhosos, uma boa casa, férias uma vez por ano. Roupas.
Felizmente, nos deixou bem. Tem aposentadoria, pensão, previdência privada, sei lá o que. O advogado cuida. Temos patrimônio. Quer dizer, deve haver umas burocracias, sempre tem, nada que não se resolva com duas ou três firmas reconhecidas. O duro vai ser me ocupar sem ele.
Ficou bem com este terno, sempre gostei dele de azul marinho, foi como quando noivamos. O nó da gravata está torto, mas não vou lá arrumar não. O laço do sapato também poderia estar melhor. Aliás, não entendi. Ele sempre usou sapatos mocassim, detestava amarrar cadarços. E no fim da vida me aparece com este par, comprou dias antes de ser internado, disse que deu vontade de variar. Ele era assim, aparecia com coisas inexplicáveis. Pelo menos, vai de sapato novo, dá sorte.

Pelo advogado

Se a família soubesse, faria um enterro mais simples. Agora choram a morte, daqui a uns dias, no máximo semanas, vão chorar por outros motivos. Quando a viúva e os filhos souberem das dívidas, das cauções, nos acordos verbais, vários até ilegais, será um desgosto maior do que o de agora. Não foi por falta de avisar. O que eu poderia ter feito? Procurado a esposa e dito que o marido deixaria um rastro de negócios confusos e dívidas? Pouco adiantaria.
Eu sempre o aconselhei a deixar os negócios em ordem, argumentava que um chefe de família tem que estar preparado para o pior. No entanto, ele nunca me deu ouvidos. Alegava que minha obrigação, como advogado, era dar respaldo legal e não conselhos. Pagava bons honorários, eu recebia em dia. Não sei com que cara os familiares vão me olhar quando souberem, mas agora é enfrentar o vexame e tentar ajudar no que for possível. Aliviar um certo peso na minha consciência. Em trinta dias, sessenta no máximo, virão as faturas de cartões de crédito, as parcelas dos financiamentos dos carros, a hipoteca da casa onde moram, as trimestrais da casa de praia. Depois, serão anos de processos caríssimos, com poucas chances de se salvar algum patrimônio no final. Isto se uma CPI não estourar no meio do caminho, alguns políticos vão ficar sem receber, podem não gostar e resolver prejudicar os que receberam.
E ainda o enterram com um sapato destes, intacto. Poderiam vender e pagar mais de um mês de supermercado. Ou devolver, não deve sequer estar pago ainda. Mas não será um sapato que os levará ao desespero, um último luxo.

Pelo amigo

É, sentirei a falta do amigo. As farras nas casas de massagem, ele dizia para eu escolher a garota que quisesse, menu completo, tudo por conta. Almoço nos melhores restaurantes, tudo ele fazia questão de pagar. Sempre alegre, como se a vida não fosse o que é, dura. Bom, para ele não era. Só tocava a construtora com obras públicas, cheio de esquemas, grana por fora, caixa dois e três e até quatro. Não era como outros, que anotam em caderninhos que podem parar em mãos erradas. Era um gênio, guardava de cabeça o que deu para quem, cada propina paga sabia de cor.
Nos conhecemos no Departamento, eu era da contabilidade. Carreira discreta, vida pacata. Ele começou a aparecer. Convidou para almoçar uma vez, duas. Aprendi a comer bem. Pediu pequenas ajudas, fomos nos aproximando, as ajudas crescendo de tamanho junto com as contas dos restaurantes. Pela primeira vez, alguém me viu como gente e não como uma pecinha da engrenagem estatal. Dinheiro nunca me deu, mas eu não pagava nada quando saíamos.
Deve ter deixado uma grana preta. É o caso de dar uma boa atenção à viúva. Não é de todo má. Meio judiada, mas já tracei coisa pior. Como diria o Pereira, o importante não é o que está em cima, mas o que está dentro do colchão. A filha é bem ajeitada, novinha. Com o que vai herdar... Quem sabe não paquero a filha ao invés da mãe? Não, a mãe deve estar vulnerável, presa mais fácil. Espero uns dias, telefono oferecendo conforto. Aquele conforto, claro.
Para esnobar, enterram o boa-vida com um sapato de primeira, coisa fina. Vai ver ele tinha comprado para dar a algum deputado ou até mesmo senador. E a família aproveitou para ostentar. Nunca usou, sola limpinha. Não dá nem para imaginar em quanta gente pisou.

Pela filha

Quanta falta me fará. Não há homem no mundo que se compare a meu pai em integridade, honradez, preocupação com a família, fidelidade aos princípios morais mais elevados. Um exemplo de envergadura moral. Correto em todos os aspectos. E logo agora, que estou no terceiro ano da faculdade, Direito como ele queria. Em breve eu estaria trabalhando ao seu lado, cuidando de seus negócios, assessorando.
Desde pequena fui o centro de suas atenções e fiz por merecer. Todo dia, quando ele chegava do trabalho, sempre tinha algo para me dar: uma bala, um brinquedo. Eu tentava dormir o mais tarde possível, para encurtar a noite que ele passaria ao lado da minha mãe. Meu irmão nunca foi tão querido quanto eu e, animais de estimação, não permiti em casa. Queria meu pai só para mim. Já bastava ele ter que ir trabalhar.
Todo pretendente a namorado que me apareceu, comparei a meu amado pai. Todos perderam. Não sou frígida, sei que não sou. Todavia, rapazes não são o meu fraco, quando posso evitar, evito. Até hoje sou virgem. Tanto fiz para ser só do meu pai e ele só meu, e agora está ali, a ser entregue para a terra. Em compensação, não precisarei mais dividi-lo com quem quer que seja. A minha memória é só minha.
Melhor seria se ele fosse enterrado em um lugar que só eu soubesse qual. Só eu poderia visitá-lo, colocar flores, reverenciá-lo. Posso arranjar isto. Volto mais tarde, dou uma caixinha para o coveiro e ele muda o corpo de sepultura. Sim, isto o tornaria só meu e de mais ninguém. Pela eternidade.
Eu queria tê-lo arrumado, mas não permitiram, normas. Pelo menos quem arrumou foi um homem, pior seria se fosse uma mulher, desconhecida. Que sapato lindo, linhas definidas, superior. Este é meu pai, elegante até no esquife.

Pela amante

Vai ser difícil assistir ao enterro sem dar bandeira. Mas, serei uma verdadeira atriz. Não há razão para saberem que o recebi na minha cama muitas tardes, manhãs e até noites. Para que me serviria? Não vou puxar conversa com ninguém.
Se o amei? Que importa. Para uma mulher de meia idade, um amante viril e generoso já é demais. E eu me esforçava, fazia por merecer. Não bastava dar sexo, que ele poderia ter em qualquer flat. Era preciso fazer de apaixonada, vulnerável. E preparar surpresas, fantasias, permissividades sem fim. Fazer o que eu sei que as meninas de programa não fariam, não sem cobrar elevados e indiferentes extras. Eu não, fingia fazer por prazer. Até por iniciativa.
Eu era secretária do gabinete. Começou com caixas de bombons, dei prioridades na agenda do Secretário. Depois, passou a olhar demais para as minhas pernas, reduzi o tamanho da saia. Flores. Convite para almoçar em bons restaurantes. Um passo para bons motéis, almoço executivo. Sexo e corrupção, uma mistura que ele adorava. Uma boa transa, dicas sobre licitações. Quando engravidei, ele apavorou. Perdi o neném, ele comprou o meu apartamento, para que eu saísse da depressão. Comprou a prazo, o safado, eu refém das prestações. Felizmente, ele cada vez mais viciado em mim, o convenci a quitar o apartamento a tempo, pelo menos isto. E guardou uns dólares lá em casa, lugar seguro.
Quanto ao caderninho, só vou queimá-lo se ninguém vier atrás de mim. Precaução, seguro morreu de velho. Depois, vendo o apartamento, pego os dólares e me mando para alguma praia do nordeste, esqueço tudo o que passou e pronto, minha merecida aposentadoria. E com a honra dele ter sido enterrado com o último presente que dei. Fiz questão de escolher o sapato com o qual ele vai pisar no céu.

Pelo coveiro

Vida injusta. Eu, neste carrega peso sem fim, no sol ou na chuva, só consigo andar de roupa velha e havaiana, o dinheiro não dá para nada. E o sujeito aí, que curtiu a vida na moral, vai enterrado todo bacana. Uma beca desta deve custar mais de ano do meu salário e jogam no lixo assim, como se não prestasse. Deixa estar, faço a massa fraca, à noite volto, abro e pego a roupa para mim. Deixo o defunto pelado, que é o certo de se fazer. Roupa para quê?
Vou já aposentar nesta função desgraçada de enterrar morto e o que consegui na vida? Um nada. Se não roubasse os cadáveres, nem um nada tinha. E não foi só roupa boa não. Peguei relógio, anel, pulseira. Jóias boas mesmo. Fiz algum, mas a pinga e o jogo levaram tudo, também fiz burrada. Mas, se não é a pinga e um bom carteado, de que vale a vida? E a mulherada, claro, mas isto não precisa nem dizer. Agradei várias com anéis de defuntas. Era bom de ver os olhos brilhando quando elas abriam o presente. E depois as pernas, é claro, de graça nem chuva.
O morto deve ter vivido coisas que eu nem sonhei. Roupa boa, comida farta, diversão. Deve até ter andado de avião. E eu vou morrer na desgraceira de sempre. A família está na boa, estão chorando o quê? Tristeza é morar no barraco com goteira, comer arroz sem mistura, ovo pequeno, feijão ralo.
Esta lengalenga será que ainda demora? Quero ir me mandar depois deste. Vou beber umas para desafogar, depois volto ligado, à noite. Desenterrar o cidadão. O terno vendo fácil. Já o sapato, vou pegar para mim, bonito assim nunca vi igual. Se eu usar, vai dar reparo, chamar a atenção, ruim para o negócio. Vou fazer uma fogueira, queimar o cujo, só para sentir o gostinho. Ver o sapato do grã-fino queimando, aquecendo meu barraco de pobre em noite fria e úmida.

Pelo genro

Logo agora que a filha estava se convencendo? Vai ficar triste um tempo, não vai querer dar, vai começar tudo de novo. Canseira. Se eu conseguisse deitá-la, sei que ela não largaria mais de mim. Sendo eu o primeiro, fazendo do jeito como sei fazer, era tiro e queda. Depois da formatura nos casaríamos e aí sim, o sogrão poderia morrer e eu assumiria os negócios. Ele podia ter esperado mais uns dois ou três anos, mas não. Não sabia fazer nada direito, por que saberia morrer?
Agora complicou. O irmão vai querer dar palpite, cantar de galo, ser o homem da casa. Cunhado é sempre cunhado, só atrapalha. Terão as custas do inventário, sempre se perde uma boa parte nos tramites. Vai saber o que vai sobrar para ela. E para mim, claro. Sogrão imbecil.
Ela está gamada, tenho certeza. Confia em mim, vai ouvir meus conselhos, saberei manobrar a situação. Vai dar trabalho, porém trabalho esta menina sempre deu. O primeiro beijo saiu quase roubado, no escuro. Aluguei vídeo, assisti em família. Ficar à sós era uma epopéia e ela quase não deixava pegar em nada. Freqüentando a casa, foi fácil perceber que o pai tinha mais dinheiro do que mostrava. Construtor de obras públicas, precisava de gente de confiança para alargar os negócios. O filho, um babaca. Naturalmente, o genro seria o mais indicado. E eu era o genro ideal. Com dois anos de rala-rala, ela estava quase convencida que dar não era o fim do mundo. E aí morre o papai. Agora vai ser um consolar de empapuçar, um saco.
Para coroar a vida, enterram o desgraçado com um sapato daqueles. Bem o tipo dele: presunçoso, metido, cafona, pensando que sabe muito. Se dessem o sapato para mim, eu faria melhor proveito. Mas não...

Por ele mesmo

O fim da vida não é tão mal como dizem. Apesar de relativamente novo, eu estava cansado. Nasci pobre, lutei como um cão para me formar engenheiro. Montei uma construtora para pegar obras do governo, apoiado por um colega, filho de figurão. Papel de testa de ferro. Acabei aprendendo com eles, roubei a todos e parti em vôo solo. Fui enriquecendo. Só que sempre detestei obras, políticos e repartições. Uma lama, uma chatice. Queria mesmo era ser cineasta.
Casei cedo e esperava dividir a vida com minha mulher, incluindo a diversão. Entretanto, ela só quis saber de cuidar da casa. Perdi o interesse. Tivemos dois filhos. Primeiro, um menino, nada como ter um filho homem. Cedo começou a me imitar em tudo e me preocupei, não queria que passasse pelo que passei e muito menos se tornasse o que me tornei. Acabou crescendo integro, para minha alegria. Tive uma menina, uma belezinha, frágil como bibelô, meu xodó. Nos últimos tempos, deu para namorar um rapaz, boa gente, parece gostar dela de verdade. Espero que sejam felizes.
Tive muitas amantes, pagas e não pagas. Uma em especial. Dava informações e tudo o mais, até demais. Uma pervertida. Fui feliz com ela. Não sabe, mas usei a casa dela para guardar meu caderninho, um verdadeiro barril de pólvora.
Amigos, tive alguns. Como o dinheiro nos leva a desconfiar de todos que se aproximam, eu dava logo umas mordomias para tirar a dúvida. Eram sinceramente interesseiros e eu me divertia com o sujeito tentando disfarçar.
Enfim, pessoal e profissionalmente, minha vida foi um saco, fiquei feliz quando soube da doença. Delicada, crônica, era só descuidar que morria. Não cuidei e morri.
Agora, não sei se vou para o céu ou para o inferno, só espero ir para um lugar onde possa realizar meu maior sonho: viver descalço, sem sapatos.

6 comentários:

Sady Folch disse...

Muiiito bom Luiz. Espero que a turma passe por aqui para ler essa pérola.
No fim das contas é isso mesmo. Preferimos estar sem sapatos...de pernas pro ar...´
Importante é como diz o filho.."andar sobre meus próprios pés, deixar as próprias pegadas pela vida."
Valeu mesmo pelo enterro do...sapato!
Sady

Eduardo disse...

Paarabéns Luiz, li seu texto como aquele viciado que chupa seu cigarro aé queimar os dedos.Muit bom mesmo!

Lu Faria dos Anjos disse...

Parabéns Luiz,

Seu texto tem a cara de Poema de sete faces, "Vai Carlos! ser gauche na vida!" Quantas pessoas não se comportam desta forma, não é mesmo?
Um abraço
Lucinda

tramas linhas e cheiros disse...

Luiz, adorei o trabalho. Fiquei até o final sem parar, querendo ler o pensamento de todos. Super legal sua idéia !!!! Parabéns !!!

Petê Rissatti disse...

Muito bom. Cada qual com a sua visão e o morto lá, querendo sossego... parabéns, Luiz.

Unknown disse...

Cada vez mais eu acho que vc escreve como poucos! Este texto é um dos seus melhores! Publique os outros!